Não me fales no que sentes,
ou no que pensas que sentes,
em teus tristonhos enganos...
Nem nas ingénuas mentiras...
Frases só em ti ardentes...
Eu, tão consciente e sóbrio,
não me irei desiludir...
Pois nunca se desilude
quem nunca se iludiu,
nunca perde o coração
quem ainda não o emprestou.
Comecei a escrever aqui pela vontade instantânea que me dá de dizer (neste caso, escrever) algo que considero significante, a ninguém em específico, mas pelo menos espero que a alguém que o compreenda. Espero que gostem, e nesse caso, que participem.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
O calor da inconsciência
Durante o Inverno, perto de um lago de água quente. Eu e ela, sós. Perguntei-lhe:
-Tens a certeza disto?
-Sim, não tens frio?
-Tenho, mas se entrarmos, difícil será sair. E quando sairmos vamos gelar. Sabes disso?
-Apenas finjo que não sei (... ou que sei? apenas não consigo resistir...)
-Sendo assim, vou contigo.
Entrámos no lago, depois de algum tempo:
-Foi bom, mas temos de sair, tenho de seguir o meu caminho e tu tens de seguir o teu.
-Podemos ficar aqui para sempre?
...
-Tens a certeza disto?
-Sim, não tens frio?
-Tenho, mas se entrarmos, difícil será sair. E quando sairmos vamos gelar. Sabes disso?
-Apenas finjo que não sei (... ou que sei? apenas não consigo resistir...)
-Sendo assim, vou contigo.
Entrámos no lago, depois de algum tempo:
-Foi bom, mas temos de sair, tenho de seguir o meu caminho e tu tens de seguir o teu.
-Podemos ficar aqui para sempre?
...
Frustação
A razão do meu viver,
não é o que bem me faz!
É o que me faz de tal forma sofrer
e ao meu corpo apodrecer
de uma crescente falta de paz...
É uma infinidade pouco finita,
brilhante escuridão nos sonhos que tenho,
faz-me a alma arder aflita.
Mesmo alimentado de empenho,
dentro de mim, minha voz grita
quando vejo, penso e estranho...
não é o que bem me faz!
É o que me faz de tal forma sofrer
e ao meu corpo apodrecer
de uma crescente falta de paz...
É uma infinidade pouco finita,
brilhante escuridão nos sonhos que tenho,
faz-me a alma arder aflita.
Mesmo alimentado de empenho,
dentro de mim, minha voz grita
quando vejo, penso e estranho...
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
A Doce Banalidade
Assunto alvo de todas as questões e mais algumas,
que fascina todos sem nada de fascinante ter.
que fascina todos sem nada de fascinante ter.
Fez, faz e sempre fará sofrer
quem não sabe o que é o Amor,
pois só quem não sabe lhe dá valor.
Amor não passa de amor,
é a mais simples das naturezas
transformado, por quem tem medo de o saber,
no maior mistério do mundo.
quem não sabe o que é o Amor,
pois só quem não sabe lhe dá valor.
Amor não passa de amor,
é a mais simples das naturezas
transformado, por quem tem medo de o saber,
no maior mistério do mundo.
domingo, 6 de novembro de 2011
Descobri a Perfeição
Para mim a vida é quase como um processo de involução, nascemos com todas as qualidades possíveis, apesar de não termos essa noção. A cada grande passo que damos, vamo-las perdendo, às vezes poucas outras muitas. O ser humano perfeito será aquele que souber conservar todas qualidades que com ele nasceram.
Não há um caminho para a perfeição, a nossa perfeição nasce connosco, mas morre à medida que vivemos. Uns livram-se rapidamente dela, outros vão-se dela distanciando mais devagar. Todos por acaso, nenhum por querer, apenas seguem a rota que lhes parece estar traçada.
Os que têm a oportunidade de viver experiências suficientes e suficiente capacidade para delas tirar partido, conseguem, inconscientemente, recuperar qualidades, pedaços da velha perfeição. Esses são os que mais longe chegam na vida, no próprio sentido de viver. Não os que procuram a perfeição onde ela não existe.
Acredito que haja perfeição, mas não sei se está ao alcance de quem a procura.
Não há um caminho para a perfeição, a nossa perfeição nasce connosco, mas morre à medida que vivemos. Uns livram-se rapidamente dela, outros vão-se dela distanciando mais devagar. Todos por acaso, nenhum por querer, apenas seguem a rota que lhes parece estar traçada.
Os que têm a oportunidade de viver experiências suficientes e suficiente capacidade para delas tirar partido, conseguem, inconscientemente, recuperar qualidades, pedaços da velha perfeição. Esses são os que mais longe chegam na vida, no próprio sentido de viver. Não os que procuram a perfeição onde ela não existe.
Acredito que haja perfeição, mas não sei se está ao alcance de quem a procura.
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