sábado, 3 de dezembro de 2011

Natal

De poucas alegrias me lembro, iguais à de uma criança feliz, envolta no quente dos cobertores e afundada na comodidade de um sofá, contemplando o vermelho, o verde, as cores brilhantes de um Natal feliz com a família após um bom jantar.

Enquanto vê, através do vidro da janela, o frio luar, o único motivo da sua ansiedade são os presentes que espera. Não é ainda pessoa o suficiente para ter remorsos ou pensar nas desgraças do mundo dos outros. Não consta que saiba dos que estão sofrendo ou passando fome apesar de ser Natal, nem precisa saber... é uma criança e de nada disso é culpada. Não é altura para pensar... O seu dever não é senão o seu grande privilégio, o de poder estar descansando aninhada no conforto familiar, ou a brincar ao som de músicas de Natal, sem qualquer peso na mente inocente.

Privilégio é também poder fazer esse momento durar para sempre, um dia poderá ser a memória nostálgica ressurgente na mente de um velho solitário e triste ao ouvir uma música de Natal...