De poucas alegrias me lembro, iguais à de uma criança feliz, envolta no quente dos cobertores e afundada na comodidade de um sofá, contemplando o vermelho, o verde, as cores brilhantes de um Natal feliz com a família após um bom jantar.
Enquanto vê, através do vidro da janela, o frio luar, o único motivo da sua ansiedade são os presentes que espera. Não é ainda pessoa o suficiente para ter remorsos ou pensar nas desgraças do mundo dos outros. Não consta que saiba dos que estão sofrendo ou passando fome apesar de ser Natal, nem precisa saber... é uma criança e de nada disso é culpada. Não é altura para pensar... O seu dever não é senão o seu grande privilégio, o de poder estar descansando aninhada no conforto familiar, ou a brincar ao som de músicas de Natal, sem qualquer peso na mente inocente.
Privilégio é também poder fazer esse momento durar para sempre, um dia poderá ser a memória nostálgica ressurgente na mente de um velho solitário e triste ao ouvir uma música de Natal...
Comecei a escrever aqui pela vontade instantânea que me dá de dizer (neste caso, escrever) algo que considero significante, a ninguém em específico, mas pelo menos espero que a alguém que o compreenda. Espero que gostem, e nesse caso, que participem.
sábado, 3 de dezembro de 2011
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
O calor da inconsciência
Durante o Inverno, perto de um lago de água quente. Eu e ela, sós. Perguntei-lhe:
-Tens a certeza disto?
-Sim, não tens frio?
-Tenho, mas se entrarmos, difícil será sair. E quando sairmos vamos gelar. Sabes disso?
-Apenas finjo que não sei (... ou que sei? apenas não consigo resistir...)
-Sendo assim, vou contigo.
Entrámos no lago, depois de algum tempo:
-Foi bom, mas temos de sair, tenho de seguir o meu caminho e tu tens de seguir o teu.
-Podemos ficar aqui para sempre?
...
-Tens a certeza disto?
-Sim, não tens frio?
-Tenho, mas se entrarmos, difícil será sair. E quando sairmos vamos gelar. Sabes disso?
-Apenas finjo que não sei (... ou que sei? apenas não consigo resistir...)
-Sendo assim, vou contigo.
Entrámos no lago, depois de algum tempo:
-Foi bom, mas temos de sair, tenho de seguir o meu caminho e tu tens de seguir o teu.
-Podemos ficar aqui para sempre?
...
Frustação
A razão do meu viver,
não é o que bem me faz!
É o que me faz de tal forma sofrer
e ao meu corpo apodrecer
de uma crescente falta de paz...
É uma infinidade pouco finita,
brilhante escuridão nos sonhos que tenho,
faz-me a alma arder aflita.
Mesmo alimentado de empenho,
dentro de mim, minha voz grita
quando vejo, penso e estranho...
não é o que bem me faz!
É o que me faz de tal forma sofrer
e ao meu corpo apodrecer
de uma crescente falta de paz...
É uma infinidade pouco finita,
brilhante escuridão nos sonhos que tenho,
faz-me a alma arder aflita.
Mesmo alimentado de empenho,
dentro de mim, minha voz grita
quando vejo, penso e estranho...
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
A Doce Banalidade
Assunto alvo de todas as questões e mais algumas,
que fascina todos sem nada de fascinante ter.
que fascina todos sem nada de fascinante ter.
Fez, faz e sempre fará sofrer
quem não sabe o que é o Amor,
pois só quem não sabe lhe dá valor.
Amor não passa de amor,
é a mais simples das naturezas
transformado, por quem tem medo de o saber,
no maior mistério do mundo.
quem não sabe o que é o Amor,
pois só quem não sabe lhe dá valor.
Amor não passa de amor,
é a mais simples das naturezas
transformado, por quem tem medo de o saber,
no maior mistério do mundo.
domingo, 6 de novembro de 2011
Descobri a Perfeição
Para mim a vida é quase como um processo de involução, nascemos com todas as qualidades possíveis, apesar de não termos essa noção. A cada grande passo que damos, vamo-las perdendo, às vezes poucas outras muitas. O ser humano perfeito será aquele que souber conservar todas qualidades que com ele nasceram.
Não há um caminho para a perfeição, a nossa perfeição nasce connosco, mas morre à medida que vivemos. Uns livram-se rapidamente dela, outros vão-se dela distanciando mais devagar. Todos por acaso, nenhum por querer, apenas seguem a rota que lhes parece estar traçada.
Os que têm a oportunidade de viver experiências suficientes e suficiente capacidade para delas tirar partido, conseguem, inconscientemente, recuperar qualidades, pedaços da velha perfeição. Esses são os que mais longe chegam na vida, no próprio sentido de viver. Não os que procuram a perfeição onde ela não existe.
Acredito que haja perfeição, mas não sei se está ao alcance de quem a procura.
Não há um caminho para a perfeição, a nossa perfeição nasce connosco, mas morre à medida que vivemos. Uns livram-se rapidamente dela, outros vão-se dela distanciando mais devagar. Todos por acaso, nenhum por querer, apenas seguem a rota que lhes parece estar traçada.
Os que têm a oportunidade de viver experiências suficientes e suficiente capacidade para delas tirar partido, conseguem, inconscientemente, recuperar qualidades, pedaços da velha perfeição. Esses são os que mais longe chegam na vida, no próprio sentido de viver. Não os que procuram a perfeição onde ela não existe.
Acredito que haja perfeição, mas não sei se está ao alcance de quem a procura.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Indentidade perdida
Não sei quem sou
Nem sou quem era!
Não sei p'ra onde vou
Nem estou onde viera.
Sou quem foi e não voltou
A minha alma me espera...
Nem sou quem era!
Não sei p'ra onde vou
Nem estou onde viera.
Sou quem foi e não voltou
A minha alma me espera...
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Opinião: Documentário "The Cove"
Foi quando vi o documentário que comecei a pensar em tornar-me vegetariano... Sei que é normal que, nós os ocidentais, achemos a atitude deste povo violenta, injusta e insensível, o que acaba por ser verdade. Mas verdade também é que nós, apesar de não comermos golfinhos, gatos nem cães comemos porcos, galinhas e vacas.
A diferença acaba por não ser grande mas, para mim, a alimentação dos ocidentais faz mais sentido, não por eu ser um deles, mas sendo que os animais que nos servem de alimento estão mais abaixo na cadeia alimentar e são, se não me engano, menos inteligentes... No entanto, matar é matar, comer é comer, e só tem moral para julgar estes povos quem não come carne nem peixe. Aí terão a devida razão!
Quanto à violência que todos usam sem necessidade... é de bárbara e egoísta e provém da ignorância. Há pessoas que ainda pensam que o homem é o centro do mundo e que a natureza e os animais são um complemento da sua existência. A caça começa a ser um problema a partir do momento em que é utilizada como meio lucrativo e, consecutivamente, descontrolada.
sábado, 22 de outubro de 2011
Líbia violenta...
Fonte: http://www.midiamax.com/noticias/773252-corpo+kadafi+vira+atracao+turistica+exposto+freezer+acougue+libia.html
Quando vi nas notícias a imagem do vídeo da morte do Gaddafi acabei por me sentir algo confuso...
Não nego que tenha sido um grande criminoso egocêntrico, aliás, talvez ele merecesse a morte que teve... Mas, que atitude foi esta tida por este povo? vi o vídeo onde os rebeldes arrastam um cadáver, como abutres a lutar por uma carcaça, a gritarem e troçarem como hienas, isto está certo?
Capturado e ferido, o ex-líder, pedia misericórdia. Não a merecia, de facto, isso é verdade. Mas seria necessário tanto sadismo? e como se não bastasse, o seu cadáver está exibido em público na cidade de Misrata, uma verdadeira atracção turística, sim senhor! há pessoas a fazerem filas para tirarem fotografias e filmaram o corpo ensanguentado do tirano.
Para mim, eles desceram ao nível dele, não sei o que lhes reserva o futuro, mas duvido... A violência não passa de um ciclo vicioso onde todos sofrem.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Criança Chinesa é atropelada e ignorada...
Tanta evolução, tanto progresso... começámos selvagens, ganhámos inteligência e agora ainda conseguimos descer mais baixo do que muitos animais que, pelo menos, têm compaixão pelos da mesma espécie. Li que as criaturas que ignoraram esta criança o fizeram porque temiam ter de pagar indemnização pelo resgate de forma errada, mas Porra! Onde estão os valores que já defendemos? Onde vai isto parar? Será que no futuro vamos atropelar crianças como se fossem mosquitos que ficam esmagados no vidro?!
Isto não é humano nem é nada, isto é pior que bárbaro, isto nem descrição deve ter... Não há descrição, eu não entendo por mais esforço que faça, a humanidade desilude-me a cada dia que passa e hoje levei um grande golpe. É a isto que chamamos uma civilização? há desprezo pela vida! Até pela humana!
São imagens chocantes, mas acho que todos devemos saber em que mundo vivemos e é por isso que vos mostro o vídeo.
A crise do "não ser"
Fonte: http://www.espacoturismo.com/cultural/exposicao-rene-magritte
"O filho do Homem" de René Magritte
Estava farto de mim e tentei ser outra pessoa. Não foi uma boa opção, pois não consegui. E perdi-me, perdi-me e esqueci-me de quem era. Para piorar a situação, já não sei se alguma vez soube quem era.
É por isso que tenho agora medo de fingir. As crianças não se esquecem de quem são, elas não fingem. Ou, se o fazem, é por um motivo inocente. A inocência não nos leva à desgraça. A ignorância pelos vistos também não.
Num dia talvez me (re)encontre. Provavelmente irá chegar sem que eu dê por isso...
sábado, 15 de outubro de 2011
Manifestações...
Fonte da imagem: http://sol.sapo.pt/inicio/galerias/fotogalerias.aspx?content_id=31087&page=1
Hoje há discórdia em 951 cidades de 82 países, um deles Portugal.
Os portugueses gritam injúrias às medidas de austeridade, a troika, ao FMI e, como não podia deixar de ser, ao governo português. Pobres políticos, que a mim só me fazem lembrar árbitros ladrões num jogo entre as grandes potências económicas e o povo.
E quem vai sofrer mais é a minha geração que destas dívidas pouco sabe e muito menos como resolvê-las...
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Corte do Umbilical
Nasço e arrefeço,
de tão quente mundo perfeito
para a ilusão que desconheço.
Ou não teria sido eu feito,
nem sido do pelotão eleito
para tão frio começo.
Terá um fim tal aventura?
Serei em tal ilusão útil?
Ou se converterá minha alma dura,
em tal confusão de vida impura,
Numa alma falsa e fútil?
Se a conversão não acontecer,
reservam-me grandes perigos.
Pois a felicidade no viver
não é para quem de mais conhecer.
Para quem sabe há castigos...
Filipe Godinho
Aceito opiniões, obrigado.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Vocês adolescentes não querem nada!
Já há dias que frito os miolos à procura de respostas para um problema que considero cada vez mais uma preocupação real: A falta de atitude, incapacidade de criar algo, ignorância e depressão de que sofre a esmagadora maioria dos adolescentes portugueses da minha geração. Nem preciso dos dedos de uma mão para contar as pessoas que conheço que considero capazes de serem originais nas ideias e acções e capazes de participar, de interferir e de opinar razoavelmente sobre algo.
Se esse problema não for fruto da minha imaginação, como adolescente que sou, tenho em mente algumas que poderão ser as causas de tão complexa situação:
1- A televisão, que nos molda as opiniões e nos arruína a imaginação, tornando-nos numa espécie de estátuas numa posição passiva quanto ao mundo e nos impede, em grande parte dos casos, de tomar gosto por actividades mais construtivas como a leitura.
2- A revolta que reina as mentes adolescentes devido aos estragos feitos pela humanidade no planeta e nela própria. Esta revolta faz com que acabemos desmotivados e deprimidos, impedidos de produzir ou até de reflectir.
3- A visão apocalíptica que se está a tornar cada vez mais frequente em todos os meios de comunicação sobre todos os aspectos da vida como a conhecemos: crise, terrorismo, guerra, problemas ambientais, etc. Até já se fazem filmes e livros sobre um possivelmente próximo fim do mundo, para que havemos nós de nos esforçar?
4- A Internet, que, apesar de ter grande utilidade, nos leva à tentação de queimar horas a bisbilhotar a vida de "amigos" no Facebook ou a jogar Miniclip ou a ver filmes estúpidos no Youtube ou a ver coisas que, por respeito, não vou referir. Não temos a culpa... é inofensivamente viciante.
5- O Materialismo e a futilidade que são características cada vez mais presentes nos jovens. A publicidade e o capitalismo levam-nos a dar uma importância excessiva aos bens materiais. E porra! Quem teve a ideia de inventar tal coisa como os Morangos com Açúcar? Acho que é o ponto mais negativo da televisão portuguesa a seguir aos Reality Shows... (aliás, a televisão privada portuguesa tem muito que se lhe diga)
A sociedade não pode continuar a produzir estes "robôs de plástico", vou pensar em sugestões sobre aquele que poderia ser, um dia, um possível melhoramento nas mentes dos adolescentes portugueses. Mas fique claro não dispenso a ajuda de quem me estiver a ler, antes a agradeço.
Thank YOU
Se esse problema não for fruto da minha imaginação, como adolescente que sou, tenho em mente algumas que poderão ser as causas de tão complexa situação:
1- A televisão, que nos molda as opiniões e nos arruína a imaginação, tornando-nos numa espécie de estátuas numa posição passiva quanto ao mundo e nos impede, em grande parte dos casos, de tomar gosto por actividades mais construtivas como a leitura.
2- A revolta que reina as mentes adolescentes devido aos estragos feitos pela humanidade no planeta e nela própria. Esta revolta faz com que acabemos desmotivados e deprimidos, impedidos de produzir ou até de reflectir.
3- A visão apocalíptica que se está a tornar cada vez mais frequente em todos os meios de comunicação sobre todos os aspectos da vida como a conhecemos: crise, terrorismo, guerra, problemas ambientais, etc. Até já se fazem filmes e livros sobre um possivelmente próximo fim do mundo, para que havemos nós de nos esforçar?
4- A Internet, que, apesar de ter grande utilidade, nos leva à tentação de queimar horas a bisbilhotar a vida de "amigos" no Facebook ou a jogar Miniclip ou a ver filmes estúpidos no Youtube ou a ver coisas que, por respeito, não vou referir. Não temos a culpa... é inofensivamente viciante.
5- O Materialismo e a futilidade que são características cada vez mais presentes nos jovens. A publicidade e o capitalismo levam-nos a dar uma importância excessiva aos bens materiais. E porra! Quem teve a ideia de inventar tal coisa como os Morangos com Açúcar? Acho que é o ponto mais negativo da televisão portuguesa a seguir aos Reality Shows... (aliás, a televisão privada portuguesa tem muito que se lhe diga)
A sociedade não pode continuar a produzir estes "robôs de plástico", vou pensar em sugestões sobre aquele que poderia ser, um dia, um possível melhoramento nas mentes dos adolescentes portugueses. Mas fique claro não dispenso a ajuda de quem me estiver a ler, antes a agradeço.
Thank YOU
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